Empréstimo Mais Barato em 2026: Os Juros de Cada Tipo de Crédito e Como Pagar Menos

Atualizado em 27 de outubro de 2026, por Weslley Silva.

Pegar dinheiro emprestado no Brasil pode custar de 24% a mais de 400% ao ano, dependendo do tipo de crédito. A diferença entre escolher o empréstimo certo e o errado pode passar de milhares de reais. Com os números mais recentes do Banco Central, veja qual é o empréstimo mais barato para cada perfil, como comparar ofertas de verdade, como levar a sua dívida para outro banco pagando menos e os golpes que mais aparecem na hora do aperto.

Quanto custa cada tipo de empréstimo

Taxas médias cobradas de pessoas físicas em agosto de 2026, segundo o Banco Central:

Tipo de crédito Juros médios ao ano
Consignado de aposentados e pensionistas do INSS 24,12%
Consignado de servidores públicos 24,14%
Financiamento de veículos 26,42%
Consignado de trabalhadores do setor privado (CLT) 56,34%
Crédito pessoal sem consignação 110,22%
Cheque especial 136,41%
Rotativo do cartão de crédito cerca de 445%

A regra geral: quanto mais garantia o banco tem de receber, menor o juro. No consignado, a parcela sai direto do salário ou do benefício. No financiamento, o bem fica como garantia. No cheque especial e no rotativo, não há garantia nenhuma, e o juro explode.

Compare o custo total do empréstimo, não só o valor da parcela
Compare o custo total do empréstimo, não só o valor da parcela (Foto: RDNE Stock project/Pexels)

As opções mais baratas, do menor juro para o maior

1. Consignado (INSS, servidor público ou CLT)

  • Aposentados e pensionistas do INSS e servidores públicos têm o crédito mais barato do mercado, com juros médios perto de 24% ao ano. A parcela é limitada a uma parte do benefício ou do salário.
  • Trabalhadores com carteira assinada podem pedir o consignado pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, com ofertas de vários bancos. A média ainda é bem mais alta que a do INSS, mas é metade da do crédito pessoal comum.
  • Cuidado: o consignado compromete a renda por anos e não dá para “pular” parcela.

2. Crédito com garantia (carro ou imóvel)

Quem tem carro ou imóvel quitado pode usar o bem como garantia e conseguir juros bem menores que os do crédito pessoal, com prazos longos. O risco é real: se não pagar, pode perder o bem. Só faz sentido para trocar uma dívida cara por uma barata, nunca para consumo.

3. Antecipação do saque-aniversário do FGTS

Quem aderiu ao saque-aniversário pode antecipar parcelas com juros menores que os do crédito pessoal, porque o banco recebe direto do FGTS. Em troca, você fica sem acesso ao saldo do FGTS em caso de demissão. Entenda as regras no nosso guia do saque-aniversário do FGTS.

4. Crédito pessoal comum

Com média acima de 100% ao ano, é a opção para quem não tem as anteriores. Mesmo assim, é bem mais barato do que deixar a dívida no cheque especial ou no rotativo do cartão.

Como comparar ofertas de verdade: o CET

Não compare só a parcela nem só a taxa de juros. O número certo é o CET (Custo Efetivo Total), que soma juros, tarifas, seguros e impostos. Os bancos são obrigados a informar o CET antes da contratação. Com o CET de duas ofertas na mão, a mais barata é a de CET menor, para o mesmo prazo.

O Banco Central também publica, no site dele, um ranking das taxas de juros por instituição em cada tipo de crédito, atualizado toda semana. Vale consultar antes de pedir.

Já tem dívida cara? Use a portabilidade

  • A portabilidade de crédito permite levar o seu empréstimo para outro banco que cobre menos, sem custo para você.
  • Peça propostas a outros bancos; o banco atual pode fazer uma contraproposta para não perder você.
  • Desde 2024, a regra vale também para a dívida do cartão de crédito (rotativo e parcelamento da fatura). Veja como funciona no nosso guia do cartão de crédito.
  • Trocar o rotativo ou o cheque especial por um consignado ou crédito pessoal mais barato é uma das formas mais rápidas de economizar.
Leia o contrato e confira o CET antes de assinar
Leia o contrato e confira o CET antes de assinar (Foto: Cytonn Photography/Pexels)

Como conseguir juros menores

  • Pague as contas em dia e mantenha o nome limpo: o histórico pesa na taxa. Veja como melhorar o score de crédito.
  • Autorize o Open Finance para o banco ver sua renda e seu histórico em outras instituições.
  • Peça o prazo mais curto que cabe no seu bolso: prazo longo deixa a parcela menor, mas o total pago maior.
  • Negocie: leve a proposta de um banco para o outro.

Os juros podem subir: o que muda agora

Depois da forte alta dos juros futuros no mercado nesta semana, cresceu a expectativa de que a Selic suba. Se isso acontecer, as taxas dos empréstimos novos tendem a subir também. Quem já tem empréstimo com taxa fixa não é afetado nas parcelas atuais. Entenda o que aconteceu no artigo sobre a queda da Bolsa e a alta do dólar.

Golpes do empréstimo: fuja destes sinais

  • Pedido de pagamento antecipado (“taxa de liberação”, “seguro”, “imposto”) antes de liberar o dinheiro: é golpe. Empréstimo de verdade desconta tudo do valor liberado.
  • Empréstimo oferecido por WhatsApp ou ligação que você não pediu, principalmente para aposentados.
  • “Empréstimo para negativado sem consulta” com aprovação garantida.
  • Confira se a empresa é autorizada pelo Banco Central antes de enviar qualquer documento.

Perguntas frequentes

Qual é o empréstimo mais barato em 2026?

O consignado de aposentados do INSS e de servidores públicos, com juros médios perto de 24% ao ano em agosto de 2026, segundo o Banco Central. Para trabalhadores com carteira assinada, o consignado pela Carteira de Trabalho Digital costuma sair mais barato que o crédito pessoal comum.

Como saber qual empréstimo é mais barato?

Compare o CET (Custo Efetivo Total) das ofertas para o mesmo prazo. O de CET menor é o mais barato. O Banco Central também divulga um ranking de taxas por banco.

Posso levar meu empréstimo para outro banco?

Sim, pela portabilidade de crédito, sem custo. Outro banco quita a dívida e você passa a pagar a ele, com juros menores.

Fontes

Foto: Kindel Media/Pexels

Por Weslley Silva

Criador e editor do DivulgaLapa. Escreve sobre finanças do dia a dia, benefícios, receitas e renda extra, sempre a partir de fontes oficiais. Como produzimos o conteúdo.

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