Anuidade: quando vale pagar
A anuidade é a taxa para usar o cartão, cobrada de uma vez ou em parcelas na fatura. Hoje há muitos cartões sem anuidade, principalmente de bancos digitais. Pagar anuidade só faz sentido quando os benefícios do cartão, como pontos, seguros ou salas VIP, valem mais do que ela custa para você.
Uma conta simples: se o cartão cobra R$ 40 por mês de anuidade (R$ 480 por ano), os pontos precisam valer mais que R$ 480 no ano. Para quem gasta pouco, isso raramente acontece.
Cashback ou milhas?
- Cashback: devolve uma parte do valor das compras em dinheiro, na fatura ou na conta. É simples e vale para qualquer gasto, por menor que seja.
- Pontos e milhas: acumulam por real gasto e podem virar passagens ou produtos. Rendem mais para quem gasta alto e viaja, mas os pontos podem expirar e o valor de cada um muda.
Para a maioria das famílias, um cartão sem anuidade com cashback rende mais do que um cartão de milhas com anuidade.
Primeiro cartão: como começar
Sem histórico de crédito, os bancos não sabem como você paga. Por isso, o primeiro cartão costuma ter limite baixo. Para construir o histórico:
- Use o cartão em gastos que você já tem, como mercado ou conta de celular;
- Pague sempre o valor total da fatura, na data;
- Coloque a fatura em débito automático para não esquecer.
Em poucos meses o banco costuma aumentar o limite sozinho.
Como conseguir mais limite
Limite não se pede só no grito. O que costuma funcionar é pagar a fatura em dia, concentrar os gastos num cartão, manter a renda atualizada no aplicativo e receber o salário ou o benefício no mesmo banco do cartão. Pedir aumento logo depois de um atraso costuma dar errado.
Olhe o CET, não só os juros
O CET (Custo Efetivo Total) soma juros, tarifas e impostos de um crédito. Ele precisa aparecer no contrato e na fatura quando você parcela ou entra no rotativo. Para comparar duas ofertas de parcelamento, compare o CET: a mais barata é a de CET menor.
O rotativo tem teto, mas ainda é caro
Quem paga só o mínimo da fatura entra no crédito rotativo. Desde janeiro de 2024, pela Lei 14.690, os juros e encargos do rotativo e do parcelamento da fatura não podem passar do valor original da dívida. Na prática, uma dívida de R$ 500 pode chegar a até R$ 1.000. O teto protege, mas não torna o rotativo barato: o melhor é sempre pagar o total da fatura. Se já está difícil, veja como sair das dívidas.
Cartão virtual e compras internacionais
O cartão virtual é um número gerado no aplicativo do banco para compras pela internet. Ele é mais seguro, porque pode ser apagado depois do uso e não expõe o número do cartão físico. Se você compra em sites e aplicativos, prefira um cartão que ofereça essa função.
Para compras em sites de fora do país, o cartão precisa ser internacional. Nessas compras incidem o câmbio do dia e o IOF, um imposto federal, e o valor final pode mudar entre a compra e o fechamento da fatura.